Entre sem bater. 

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Corredor

Um corredor longo, mal iluminado porém o suficiente para vê-lo quase inteiro, apenas com as saídas de cada lado, pequenas mesas e luminárias antigas, cheias de teia. As janelas, todas fechadas e enferrujadas, só ajudavam com o barulho do vento passando pelos buracos invisíveis. No chão, piso sujo e escorregadio. Lucas entrara por uma das portas e parecia desesperado. Não importa de onde ou como veio, seu rosto e inquietude mostravam a necessidade de estar do outro lado.

O corredor lhe dava medo, logo, atravessava-o com passos lentos, suando e impaciente, seus olhos queriam chegar do outro lado tão rápido quanto um rato cai numa armadilha de queijos. Ouvia seu nome "Lucas, Lucas" Eram duas vozes. Uma masculina, volume baixo, sem identificação, assustava-o. Outra feminina, mais alto, conhecida, alertava e apressava-o. Não sabia se eram reais ou fruto da sua imaginação que nunca o ajudou muito.

Chegou e abriu a porta, encontrara a dona da voz sentada de olhos fechados. Era um pequeno cômodo, minúsculo com um sofá e mais nenhuma entrada. Uma mesa com uma vela acesa e teias em cada um dos quatro cantos, sem janelas, marcas de sangue de outras épocas na parede. A mulher estava na verdade caída no sofá, era sua amada, com sangue por todos os lados e um bicho que ele nunca parecia ter visto estava na sua mão direita, parecia ser um brinquedo, sobre a mão, também todo ensanguentado, menos seus olhos, estavam limpos e pareciam olhar para Lucas, olhava dentro de sua alma. Sentou ao lado da amada e nunca mais saiu de lá.

Domingo, 31 de Maio de 2009

Sonhos.

Vivemos em dois mundos, ao menos por enquanto. O "real" e o dos sonhos. O dominante é o real, já que três quartos do nosso tempo são dele, por mais que o tempo seja relativo neste caso, uma noite de sonho, independente de horas reais pode durar segundos ou ser longuíssimo. Estudos já comprovaram que o sono é só um estágio do cérebro enquanto dormimos. Porém quando minha vida está uma porcaria eu fujo para ele, e meu sonho torna-se realidade e este mundo "real" apenas um intervalo entre os momentos que vivo. Atualmente vivo aqui no mundo real mais do que nunca, querendo que ele nunca acabe e que meus sonhos sejam apenas "bonus track" da minha vida, viver feliz como agora não passava na minha cabeça nem nos momentos adolescentísticos quanto também nos poucos adultos que eu tinha. Tenho uma salvadora, um anjo que me trouxe para ser o mais feliz deste mundo.

Terça-feira, 31 de Março de 2009

Dó.

Como minha carência denunciara há semanas, depois de um tempo, apenas eu sentiria saudades, a falta que você me faz não compensa, não sei porquê, mas não compensa. Talvez por saber que só eu sinto falta e não acrescenta a ninguém, no fundo, ter você só me fizera bem.

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

I have a dream...

Um dia isto foi decente, talvez nunca me lembre nem saiba dizer, mas naquele quando eu achava que era uma bosta... Não, nem nesse foi, mas era mais digerível quando falava das notícias da semana, quando falava  de tecnologia e dessas merdas todas... Ai, como sou persistente certas vezes, fui tentando aprender a escrever, achei que "Falar" me ajudaria de alguma forma, mas não. Consegui manter algumas ideias em linhas tortas, mas até Deus um dia escreveu assim... Ele já abandonou as linhas e eu abandono meu querido blog (hehe amei a comparação), que fez seu papel primário muito bem, de falar sobre minha vida, mas foi muito mal no secundário, que era me ensinar a escrever. Pelas ótimas lembranças, ele fica online e um dia qualquer ele volta eu espero, fingindo que nada aconteceu. 

Se por um milagre existe alguém que leia e nunca comentou, aproveita hoje hehe Obrigado Andrei, Caio, Arthur, Postal, Letícia 5464, Di... A Di já comentou aqui? Enfim, obrigado todo mundo que já teve a paciência de ler um texto meu.

Ah, é mais pra umas férias sem compromisso de volta, se um dia eu achar que sei escrever eu volto. Estou muito feliz com a minha vida, ai meus textos ficam sempre iguais, só tenho inspiração pra fazer um tipo de texto e escrevo muito mal.

Um beijo do ex-gordo.

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Triste noite

Ao voar do último pássaro de cima do sino daquela distante catedral, que soava lentamente o som mais triste que ouvira desde que descobri o que o amor poderia fazer, percebi o quanto não sei de nada, o quanto a vida me mostra que às vezes existimos apenas para aprender e sofrer, com apenas alguns minutos que parecem infinitos da mais pura felicidade, estes momentos que só existem na minha mente já que meu coração nunca teve alguém para cobri-lo todas as noites.

Este, tão só, que busca incansavelmente o encontro de quaisquer palavras de carinho no qual possa acreditar, nem que não precise de mais dois segundos de racionalidade para descobrir a mentira dentro dele, seu coração frio que sempre quis companhia, mostrava-se indefeso diante de mais um momento de fraqueza, mais um de tantos e o pior era saber que este não era o último e que mesmo assim ele iria conseguir sorrir amanhã de manhã.



Era muito legal escrever assim, só que vinha do coração e agora vem só de uma mente infértil e feliz.

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